No Congresso da CSA, UGT pede ação contra trabalho escravo na América do Sul.

A abertura do II Congresso da Confederação Sindical de Trabalhadores das Américas (CSA), na noite de quarta-feira (17) em Foz do Iguaçu, teve a presença de mais de 500 dirigentes sindicais do continente e do Caribe, além de representantes dos governos do Brasil, Argentina, Paraguai e Colômbia e de delegações europeias, da Espanha e da Bélgica. A CSA tem 59 centrais sindicais filiadas, representando 29 países e 50 milhões de trabalhadores. O sindicalista Ricardo Patah, presidente nacional da União Geral dos Trabalhadores - UGT, falando em nome dos 1050 sindicatos, filiados a entidade e seus 7 milhões de trabalhadores, destacou a importância dos trabalhadores na construção de uma nova sociedade, com desenvolvimento sustentável e trabalho decente. Patah lembrou da participação de dirigentes da CSA quando da manifestação realizada em São Paulo para denunciar o trabalho escravo em confecções de lojas de grife multinacionais. O sindicalista destacou que a luta pelo trabalho decente é a principal bandeira da CSA e também da UGT, lembrando que a CSA teve importante papel na condução do processo de greve nas obras da Copa, principalmente do estádio do Maracanã, quando os trabalhadores entraram em greve denunciando as más condições de trabalho. Durante o Congresso, que vai até a sexta-feira , 20 de abril, ocorreu o Seminário  Pré-Congresso com o tema: “Desarrollo Sustentable y Trabajo Decente: Las Alternativas del sindicalismo de las Américas ante la crisis del capitalismo” Participou  da mesa de abertura do Seminário o Secretário de Políticas Publicas da UGT, Valdir Vicente de Barros O Presidente da Comunidade Andina, Mesias Tatamuez Moreno e as centrais da Venezuela, Colômbia, Peru,  Equador e Bolívia, solicitaram da UGT apoio para a capacitação de dirigentes andinos para o Diálogo Social e também capacitação para a integração e fortalecimento da Comunidade Andina. Em reunião convocada pelo presidente Patah com todos os delegados da UGT presentes ao Congresso da CSA, foi reforçada a necessidade de apoio aos trabalhadores dos países do continente, reforçando suas lutas por melhores condições de trabalho e salário justo. No início da noite de quarta-feira (18)  foi realizada uma reunião com as dirigentes da AFL-CIO, dos Estados Unidos. Presentes Cathy Feingold, do Departamento Internacional e Jana Silverman, nova diretora do Centro de Solidariedade. Dirigentes da UGT também participaram de uma reunião com Dan Cuniah, Hilda Sanchez da OIT/Genebra, Rachel Gonzalez (CSI/OIT, Genebra) e Isabelle Hoferling (CSI), onde houve troca de informações em relação as condições de trabalho no continente sul americano e no europeu, com destaque para situação dos trabalhadores da Espanha e da Grécia. Fonte: UGT